com Luiz Fuganti
Durante este encontro clínico, você vai aprender como sair de uma lógica puramente diagnóstica e começar a mapear os processos do desejo em ação no paciente.
Em vez de olhar apenas para rótulos ou categorias psicopatológicas, você aprenderá a cartografar os movimentos do desejo e suas capturas.
Isso permite compreender com muito mais clareza:
Por que certos pacientes permanecem presos nos mesmos padrões
Por que alguns processos terapêuticos não avançam
Onde exatamente ocorrem os bloqueios do desejo
Essa mudança de olhar pode transformar completamente a forma de conduzir casos clínicos complexos.
Neste primeiro encontro você vai compreender uma diferença fundamental na prática clínica:
Diagnosticar não é o mesmo que cartografar o desejo.
Enquanto o diagnóstico tradicional tende a reduzir os problemas psíquicos a categorias individuais, a cartografia permite observar como o desejo se organiza, se captura ou se bloqueia nos processos de vida.
Você aprenderá a identificar quatro momentos fundamentais na formação e transformação do desejo.
1️⃣ A primeira captura do desejo
Aqui surge o sentimento de falta.
O desejo começa a se organizar em torno da ideia de que algo está faltando, criando circuitos repetitivos que muitas vezes estruturam o sofrimento psíquico.
2️⃣ A segunda captura do desejo
Nesse momento o desejo passa a se organizar em torno de objetos, ideais ou escolhas que prometem preencher essa falta.
Muitas vezes é aqui que surgem:
• dependências emocionais
• fixações
• padrões repetitivos de relação.
3️⃣ A emergência da potência
Quando o desejo começa a se libertar dessas capturas, aparece um novo campo de possibilidades.
O paciente começa a experimentar outras formas de existir, sentir e se relacionar com o mundo.
Esse é um momento clínico extremamente importante.
4️⃣ A diferenciação da potência
Aqui o desejo deixa de funcionar apenas como reação ou repetição.
Ele passa a se tornar força criadora, capaz de produzir novas formas de vida, novas relações e novas maneiras de existir.
No segundo dia você aprenderá uma ferramenta extremamente poderosa de leitura clínica:
As cinco camadas da atenção clínica.
Essas camadas ajudam o terapeuta a compreender como o desejo está operando em diferentes níveis da experiência do paciente.
1️⃣ Conexão
Com o que o desejo do paciente está se conectando?
2️⃣ Modo de relação
Como ele se conecta com aquilo que deseja?
3️⃣ Afetos
Que tipo de afetos surgem a partir dessas relações?
4️⃣ Uso que o sujeito faz desses afetos
Como o paciente interpreta, organiza ou reage ao que sente?
5️⃣ Potência de ser
Existe ali uma potência de vida sendo expandida ou bloqueada?
Esse tipo de análise permite identificar com muito mais precisão onde intervir no processo terapêutico.
Durante o encontro também serão apresentados operadores clínicos da esquizoanálise, que funcionam como ferramentas práticas para o manejo terapêutico.
Entre eles:
Estratégias para entrar no campo do desejo do paciente e criar ressonância no processo terapêutico.
Modos específicos de observar:percepçõesafetosmovimentos do desejo
Vazio
Trabalhar com os automatismos e hábitos que estruturam o corpo e a percepção.
Solidão
Criar uma distância produtiva que permita ao sujeito perceber seus próprios processos.
Silêncio
Suspender a repetição automática de pensamentos, imagens e discursos.
Esses operadores ajudam o terapeuta a intervir diretamente nos circuitos do desejo.
A partir dessas ferramentas, torna-se possível distinguir dois processos fundamentais:
Quando o desejo está capturado
O sujeito permanece preso a circuitos repetitivos e tenta resolver o sofrimento apenas fortalecendo o “eu”.
Isso frequentemente gera mais esforço e pouca transformação.
Quando o desejo se singulariza
Aqui o desejo começa a se reorganizar de forma mais livre.
O sujeito passa a desenvolver novas formas de existência e novas possibilidades de vida.
É nesse ponto que a clínica se torna verdadeiramente transformadora.
Antes da Esquizoanálise → Escuta limitada aos valores de nossa época
Durante → Travessia, transformação dos limites (da falta) em fronteiras de passagem (às potências do desejo)
Depois → Clínica viva, potente e visionária, expressão de uma ética do desejo sem falta e além do bem e do mal
Este encontro foi pensado para:
“É aqui que a maioria trava — e onde você pode se diferenciar”
Pacientes resistentes
Casos que não evoluem
Situações onde outras abordagens falham
Carlos Costa
Renata Macarini
Marcelo Michelsohn
Vivi Tuppy
Carlos Costa
Renata Macarini
Marcelo Michelsohn
Vivi Tuppy
Filósofo e esquizoanalista, Luiz Fuganti é pensador da filosofia da imanência, escritor e clínico.
Autor do livro Saúde, Desejo e Pensamento, uma referência entre as mais acessíveis introduções ao pensamento nômade.
Uma mente revolucionária na filosofia da diferença e nos modos de pensar o desejo, a ética e a política em nossas formações sociais.
Suas ideias inovadoras abrem promissores horizontes para a realização de uma vida autêntica e autônoma.
Ainda em sua juventude, Luiz Fuganti foi influenciado por grandes pensadores como Nietzsche, Deleuze e Spinoza.
Suas contribuições marcantes trazem luz para compreender as formações sociais atuais e desconstruir suas armadilhas para superar as limitações que nossa época nos impõe.
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